Texto: Prólogo de uma mente em trabalho contínuo.

25.1.16

Sim eu aprendi, se digo isso pode acreditar que não estou sendo falso. Nunca fui bom em fingir ser e sentir o que não sou e não sinto. Sou assim, o garoto que sorri sozinho, o garoto que sorri pela lembrança de um sorriso.

Eu sou mesmo um romântico em potencial, mas o meu cérebro e o meu coração não querem agir lado a lado, e não vou forçar os garotos a agirem juntos quando o objetivo em comum não vale nem a metade do esforço e dos neurônios sacrificados pela necessidade de agradar o lado oposto da história.

A necessidade de te fazer bem me consumiu de tal maneira que não me encontrava no momento exato de tomar uma decisão, eu desejei tanto te deixar feliz, te deixar a vontade que não prestei atenção no que estava fazendo comigo mesmo. Não percebi o que estava sacrificando, e o que estava abandonando por ti.

Eu quis ser especial pra ti, eu quis ser diferente, mas não vi necessidade em continuar assim que vi que os esforços estavam sendo em vão, que estava lutando sozinho por um final feliz que existia e era lindo, uma pena de que era só no meu mundo imaginário. Aquele em que unicórnios alados vivem entre seres de luz.

Você não me fez bem, ou na verdade fez, afinal de contas me ensinou a me amar mais, a me ver mais, e a pensar em mim antes de me lançar de cabeça no mundo dos outros. Agora aprendi a não me sacrificar em vão, a não amar sozinho, e não valorizar aquilo que no final de tudo não tem valor algum. Obrigado por ter me ensinado a ser mais humano. Estou feliz, e espero nunca me tornar um ser igual a você, assim vazio e sem a oportunidade de amar de verdade.




Talvez goste disso

0 Comentários

Google+