Texto: Dúvidas Corriqueiras.

4.2.15

Estou com um apanhado de dúvidas hoje, não que eu não as tenha nos outros dias, mas é que hoje são dúvidas mais objetivas, com respostas que não consigo encontrar, mas que tenho total certeza de que estão desenhadas aqui na minha cara.

Na verdade não sei se quero tirar minhas dúvidas ou se quero mesmo é expor um pensamento que está acabando comigo nesses meus últimos dias, mas isso não importa, vamos conversar e aí veremos o que pode acontecer. Se estou mesmo cheio ou dúvidas ou só de saco cheio de ver tanto papo furado em lugares onde só deveria haver sorrisos e alguns “obrigado”.

Porque pessoas que tem grandes chances geralmente são tendenciosamente depressivas? Por que as pessoas que amamos nos ferem tanto? Por que não consigo simplesmente parar de me importar com todo mundo? Por que eu não tive tanta sorte quanto outros? Por que o mundo é tão violento? Por que a humanidade não se ama mais? Por que as pessoas se sentem bem ao ferir os outros? Por que tanto ódio gratuito?

São muitas perguntas eu sei, mas se puder me ajudar a responde-las por favor faça isso, não sei por que me afogo tanto nesses meus pensamentos malucos. Nessas dúvidas estranhas, queria mesmo não ter que me preocupar com tudo isso. Sabe aquelas pessoas deligadas, que não estão nem ai pra nada e que não se importam com o amanha? Pois é, eu queria ser mais assim, ser menos organizado, menos planejador, menos pé no chão e menos, muito menos pessimista talvez.

A minha mania de viver muito a realidade me dá um senso de noção que as outras pessoas da minha idade geralmente não tem, sou um garoto de vinte com alma de 60. Não que eu seja do tipo antiquado sabe? Pelo contrário, eu amo o moderno, admiro e prego a liberdade, e acho mesmo que as pessoas deveriam cuidar um pouco mais de si do que da vida do outro. Mas acho que minha alma de 60 está mais ligada com a minha mania de colocar tudo no lugar, de querer planejar cada passo da minha vida e cada esquina que eu curvo, curvei ou pretendo curvar.

Tomar decisões é um grande martírio pra mim, mas isso não me impede de toma-las. Já tive momentos bem ruins na minha vida, mesmo tendo vivido tão pouco, já sofri perdas irreparáveis, já tive danos inconvertíveis, já conheci o amor da minha vida (e o perdi), já conheci a minha melhor amiga, e já formei uma família no meu coração.


Será que sou um daqueles seres que vivem pouco, mas que vivem bem? Aí, mais uma dúvida surgindo.  Acho que minha objetividade está em falta hoje, não estou conseguindo encontrar as respostas que tanto procurei, então vou parar de falar aqui mesmo pra não aumentar ainda mais a minha lista de questões sobre o cosmos. Pois é, findo meu pensamento aqui, esse é o meu ponto final de hoje (por hora).



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