Texto: Dores, desamores e algo mais.

17.9.14

Ando sentindo severas dores, elas simplesmente não me abandonam. Não sei bem se me sinto feliz por ter alguma companhia “física” ou se me sinto mal pela possibilidade de que essas dores podem estar me matando, aos poucos, lenta e dolorosamente.

Ando me sentindo abandonado, pela vida, pelas pessoas, pelos meus próprios pensamentos felizes que faziam dos meu dias, dias melhores e coloridos. A vida anda passando lentamente diante dos meus olhos todos os dias quando vou dormir, e essas imagens me perturbam, e perturbam muito.

Vejo pessoas que nem sabiam o que queria da vida crescer, evoluir ao menos um pouco. E eu vejo a minha vida se afundar em um oceano de tristeza, abandono e total descontentamento. Tenho medo de me afundar nessa tal doença do século e que eu acabe matando meus próprios sonhos, mesmo que involuntariamente.

Mas, ao menos esses meus momentos estão me dando algum tipo de inspiração. Ou isso não seja uma inspiração pra um texto espetacular, mas seja sim um desabafo de um idiota carente que nesse momento não tem com quem conversar, não tem com quem desabafar e está aqui as 2:34 da manha escrevendo.

Escrevendo descontroladamente, me mantendo distraído pra evitar ir até a cozinha e pegar aquele frasco de veneno e colocar um fim definitivo nisso tudo.
Talvez em meio a tanto desapontamento, lagrimas e decepções eu ainda alimente um filete de esperança de que isso é uma “fase”, uma pequena gota de vontade de sair daqui e ver um dia que tudo isso não foi em vão, e que valeu a pena cada minuto de tristeza.


Cada dia desperdiçado, que espero de verdade que esses dias não estejam sendo apenas dias comuns, que eu morri aos poucos, e que no final dessa historia toda eu tenha sido só um NINGUÉM que viveu por tanto tempo pelo simples fato de ter sido covarde o bastante pra dar um fim a própria vida.



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